Biblioteca de autores Cristianos, Madrid, 2006, pág. 101-146
Pastoral é ação da Igreja continuadora da missão
de Cristo, Bom Pastor. Neste sentido, surgem os modelos de ação pastoral para responder
a realidades concretas. Modelos que nunca são completos e fechados e que se
complementam mutuamente. E para podermos perceber se uma determinada realidade
é ou não uma ação pastoral temos de ter em conta uma chave de leitura que nos é
dada através dos diferentes critérios de ação pastoral, que devem estar presentes
em todas as ações da Igreja.
Modelo Tradicional
(ação litúrgica)
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Modelo Comunitário
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Modelo Evangelizador
(“Nova
Evangelização”)
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Modelo Libertador
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Situação a que corresponde
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Atua num mundo sociologicamente cristão. Cristianismo visto
como um dos meios normais para o desenvolvimento e crescimento do homem
propiciando consequências para a vida da Igreja:
Uma preocupação exclusiva pela vida interior; uma
segurança de elementos adquiridos por osmose na cultura ambiental e um
reconhecimento social que facilitava à Igreja a execução das suas ações.
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Massificação colocada pelo modelo tradicional, que levam a
novas configurações sociológicas e originam a perda do substrato sociológico sobre
a qual assentava a comunidade paroquial e a pastoral anterior, bem como, uma
Igreja redescoberta como comunhão.
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Cristianismo sociológico que não revela uma autenticidade
de fé e a descrença como uma caraterística cultural.
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Teoria da Libertação que compreende a ação pastoral como
libertação daquilo que escraviza o ser humano.
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Ideias Eclesiológicas base
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Igreja vista como sociedade perfeita;
Auto compreensão da Igreja estratificada em figura
piramidal.
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Conceção da Igreja como mistério de comunhão que tem a sua
origem no mistério de Deus;
O povo de Deus que descobriu o caráter; profético,
sacerdotal e real de todos os membros da Igreja que vem pelo batismo fazendo
de todos participantes da missão e por isso agentes da vida pastoral.
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A missão como autentificação de comunhão;
A sacramentalidade da Igreja que a faz significativa para o
mundo e para a qual é compreendida como sacramento de salvação.
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Conceção sacramental
de eclesiologia onde a Igreja é compreendida como sacramento de união entre
Deus e a humanidade;
A eclesiologia das Igrejas locais, que vê em cada diocese o
lugar onde a Igreja surge na sua plenitude;
A distinção clara entre Igreja e Reino, onde a Igreja deve
estar ao serviço do Reino;
O diálogo com o mundo.
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Planeamento Pastoral
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Cura animarum realizada fundamentalmente
através da sacramentalização.
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Edificação da Igreja com base na pequena comunidade para
toda a Igreja como comunhão de comunidades.
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Segunda Evangelização para todos, uma reevangelização dos
cristãos e uma autêntica iniciação cristã que sirva para uma fé madura e
autêntica.
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Tomar consciência da situação social em que se exerce a
evangelização e transformá-la de modo a que o anúncio da salvação seja
eficaz.
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Ação Pastoral
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Fundamentalmente ações de culto
sacramental;
A ação catequética é entendida desde a sua relação com os sacramentos;
A pastoral da palavra que tem como
objetivo fundamental levar os homens à receção dos sacramentos;
A vida comunitária tende a assegurar a prática e a receção dos sacramentos;
A Caridade entendida frequentemente de
um modo assistencial.
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A comunidade tenta ser um sinal vivo
de salvação no meio da comunidade humana;
As comunidades nos seus momentos de unidade dedicam muito tempo à evangelização dos seus membros; A liturgia comunitária é geralmente própria; A participação de todos os membros na vida da comunidade é um dos pilares deste modelo; A vida comunitária potencia ministérios, tanto ordenados como laicais; A ação pastoral é edificada conjuntamente por toda a comunidade. |
Iniciação cristã séria que inclua a
celebração autêntica dos sacramentos de iniciação;
Potenciação da missão tendo em consideração aqueles que se encontram mais alheios à vida da Igreja; Promoção da participação do laicado; Promoção de movimentos apostólicos como evangelizadores;
Participação em locais e plataformas
de progresso;
Presença pública da Igreja; Nova espiritualidade a partir da vida à missão através dos sinais dos tempos;
Atenção à religiosidade popular;
Fortalecimento e conversão das
instituições temporais cristãs.
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Catequese como fonte de toda a práxis libertadora;
O povo de Deus assume a missão de transformar a sociedade e
fazer do evangelho a força libertadora;
A Igreja é evangelizadora e evangelizada, pois o evangelho
é recebido na mesma medida em que transforma quem o recebe;
Pastoral libertadora faz opção preferencial pelos pobres;
Liturgia em estreita conexão com o ideal de libertação,
pois Cristo é o caminho para a salvação.
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Critérios
(presença)
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Continuidade da missão de Cristo (Teândrico e Sacramental)
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Continuidade da missão de Cristo
(Teândrico e Sacramental);
Caminho para o Reino (Historicidade, Abertura aos sinais dos tempos e Universalidade); Presença e Missão no mundo (Missão). |
Continuidade da missão de Cristo (Teândrico e
Sacramental);
Caminho para o Reino (Historicidade, Abertura aos sinais dos tempos e Universalidade); Presença e Missão no mundo (Diálogo, Encarnação e Missão). |
Continuidade da missão de Cristo
(Teândrico, Sacramental e Conversão);
Caminho para o Reino (Abertura aos sinais dos tempos e Universalidade); Presença e Missão no mundo (Diálogo, Encarnação e Missão). |
Olá Ana, gostei muito da tua tabela, sucinta e organizada. Bom trabalho e parabéns.
ResponderEliminarConcordo, boa síntese! Agora vemos como avaliar e analisar a ação pastoral...
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