quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Ação Pastoral


Emilio Alberich Sotomayor, Catequesis Evangelizadora
Editorial CCS, Madrid, 2003, pág. 45-63

Plano Diocesano de Pastoral 2015/2020 - Porto

Emilio Alberich, alerta-nos para o facto de que o mundo atual está em mudança e que devido a esta mudança existe uma crise de credibilidade dos cristãos. Deste modo, é necessário que a Igreja seja Sacramento Universal de Salvação, onde a sua tarefa fundamental e objetivo final seja “no mundo, para o mundo, ao serviço do Reino”. A ação eclesial é então a ação de todos os cristãos que tendo por base o projeto do Reino de Deus, devem estar no mundo tendo em conta as quatro funções ou mediações eclesiais:
Diaconia – A comunidade cristã é chamada a manifestar um novo modo de amar e servir, tornando credível o anúncio evangélico do Deus de amor e do reino de amor;
Koinonia – Os cristãos devem manifestar um novo modo de conviver e de partilhar respondendo ao desejo de irmandade e de paz entre os homens de todos os tempos;
Martírio – Os cristãos devem ser portadores de esperança, através do anúncio de Jesus de Nazaré que revela o amor do Pai e inaugura a vinda do Reino;
Liturgia – A comunidade cristã está chamada a criar espaços onde a vida e a história sejam celebradas e exaltadas como projeto e lugar de realização do Reino.
E para uma correta compreensão destas mediações eclesiais tem de se ter em conta que: elas não se podem separar entre si como realidades independentes; a diaconia e a Koinonia têm um lugar de destaque pois realçam os valores fundamentais do Reino: o amor e a comunhão; e a profunda relação e complementaridade entre as mediações. A presença harmónica de todas as mediações eclesiais constitui um critério de discernimento de autenticidade cristã e eclesial na ação pastoral.
O processo evangelizador estrutura-se então por etapas que marcam o dinamismo da atividade da Igreja: anúncio missionário, anúncio catequético, anúncio pastoral e anúncio no mundo. Neste sentido, para que a Igreja possa cumprir a sua missão necessita de pessoas, serviços e estruturas.
Nesta perspetiva, e tendo como base a leitura do plano diocesano de pastoral do Porto para o quinquénio 2015/2020, verifica-se que a Diocese do Porto, se encontra consciente desta necessidade de mudança que Emilio Alberich retrata e, por isso, o plano ressalva a memória de acontecimentos importantes que se realizaram ao longo dos anos na diocese e no mundo e realiza novas propostas de mudança “…que nos motiva hoje a continuar solidamente enraizados nas sendas da evangelização.” (p. 24), com intuito de desenvolver  um modelo pastoral evangelizador e não o modelo em que se encontra, modelo pastoral comunitário.
Explanando pois os objetivos a que a diocese se propõe para o plano diocesano de pastoral, relativamente ao ano 2015/2016, denotamos a correlação existente entre eles e os sinais evangelizadores que a ação da Igreja deve ter. No que respeita: à Diaconia – “viver impelidos pela caridade e sair ao encontro de todos, acolhendo, e acompanhando com misericórdia”; à Koinonia – “promover a comunhão na Igreja como fonte de alegria missionária”; ao Martírio – “anunciar e testemunhar que a vida e a estrada da Igreja é a misericórdia”; e à Liturgia – “celebrar e procurar o encontro com Cristo, rosto da misericórdia do Pai, fonte da alegria do Evangelho”.
Alcançados todos os objetivos específicos a que a Diocese do Porto se propõe será possível ter uma “Igreja Diocesana, marcada pela alegria do Evangelho que nasce do encontro com Cristo, renova-se em missão, para irradiar a esperança e servir na caridade.” (p. 34).

1 comentário:

  1. Esperamos que sim...que a Igreja do Porto se renove em missão, para irradiar a esperança e servir na caridade...
    Vê-se que se trata de um bom plano...

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