Emilio Alberich
Sotomayor, Catequesis Evangelizadora
Editorial CCS,
Madrid, 2003, pág. 45-63
Plano Diocesano de Pastoral 2015/2020 - Porto
Emilio Alberich,
alerta-nos para o facto de que o mundo atual está em mudança e que devido a
esta mudança existe uma crise de credibilidade dos cristãos. Deste modo, é
necessário que a Igreja seja Sacramento Universal de Salvação, onde a sua
tarefa fundamental e objetivo final seja “no
mundo, para o mundo, ao serviço do Reino”. A ação eclesial é então a ação
de todos os cristãos que tendo por base o projeto do Reino de Deus, devem estar
no mundo tendo em conta as quatro funções ou mediações eclesiais:
Diaconia – A comunidade
cristã é chamada a manifestar um novo modo de amar e servir, tornando credível
o anúncio evangélico do Deus de amor e do reino de amor;
Koinonia – Os
cristãos devem manifestar um novo modo de conviver e de partilhar respondendo
ao desejo de irmandade e de paz entre os homens de todos os tempos;
Martírio – Os
cristãos devem ser portadores de esperança, através do anúncio de Jesus de
Nazaré que revela o amor do Pai e inaugura a vinda do Reino;
Liturgia – A
comunidade cristã está chamada a criar espaços onde a vida e a história sejam
celebradas e exaltadas como projeto e lugar de realização do Reino.
E para uma correta compreensão
destas mediações eclesiais tem de se ter em conta que: elas não se podem
separar entre si como realidades independentes; a diaconia e a Koinonia têm um
lugar de destaque pois realçam os valores fundamentais do Reino: o amor e a
comunhão; e a profunda relação e complementaridade entre as mediações. A
presença harmónica de todas as mediações eclesiais constitui um critério de
discernimento de autenticidade cristã e eclesial na ação pastoral.
O processo evangelizador
estrutura-se então por etapas que marcam o dinamismo da atividade da Igreja:
anúncio missionário, anúncio catequético, anúncio pastoral e anúncio no mundo. Neste
sentido, para que a Igreja possa cumprir a sua missão necessita de pessoas,
serviços e estruturas.
Nesta perspetiva, e
tendo como base a leitura do plano diocesano de pastoral do Porto para o
quinquénio 2015/2020, verifica-se que a Diocese do Porto, se encontra
consciente desta necessidade de mudança que Emilio Alberich retrata e, por
isso, o plano ressalva a memória de acontecimentos importantes que se
realizaram ao longo dos anos na diocese e no mundo e realiza novas propostas de
mudança “…que nos motiva hoje a continuar
solidamente enraizados nas sendas da evangelização.” (p. 24), com intuito
de desenvolver um modelo pastoral
evangelizador e não o modelo em que se encontra, modelo pastoral comunitário.
Explanando pois os objetivos a
que a diocese se propõe para o plano diocesano de pastoral, relativamente ao
ano 2015/2016, denotamos a correlação existente entre eles e os sinais
evangelizadores que a ação da Igreja deve ter. No que respeita: à Diaconia – “viver impelidos pela caridade e sair ao
encontro de todos, acolhendo, e acompanhando com misericórdia”; à Koinonia
– “promover a comunhão na Igreja como
fonte de alegria missionária”; ao Martírio – “anunciar e testemunhar que a vida e a estrada da Igreja é a
misericórdia”; e à Liturgia – “celebrar
e procurar o encontro com Cristo, rosto da misericórdia do Pai, fonte da
alegria do Evangelho”.
Alcançados
todos os objetivos específicos a que a Diocese do Porto se propõe será possível
ter uma “Igreja Diocesana, marcada pela alegria
do Evangelho que nasce do encontro com Cristo, renova-se em missão, para
irradiar a esperança e servir na caridade.” (p. 34).
Esperamos que sim...que a Igreja do Porto se renove em missão, para irradiar a esperança e servir na caridade...
ResponderEliminarVê-se que se trata de um bom plano...